terça-feira, 28 de julho de 2026

A dicotomia enxadrística

De fato, Suzaku é o cavaleiro branco e Lelouch, o cavaleiro negro, em uma dicotomia enxadrística.

Contudo, essa dicotomia implica um paradoxo: o cavaleiro branco representa supostamente o mal e o cavaleiro negro, supostamente o bem.

Nessa territorialidade enxadrística, nós podemos articular uma moralidade ambivalente em outras palavras, o bem e o mal fazem sentido em territorialidades enxadrísticas, como a luta dos Elevens contra o imperialismo da Britânia?

Porventura, um dos méritos futuros de Code Geass: Lelouch of the Rebellion esteja justamente em como resolver a dicotomia enxadrística.  

sábado, 25 de julho de 2026

Há algo de podre no reino da Britânia

Se olharmos demais para o abismo, o abismo nos olha de volta.

No primeiro episódio de Code Geass: Lelouch of the Rebellion, o abismo se revela uma sociabilidade colonizadora  uma discriminação violentíssima entre os colonos e os colonizados, que se assemelha copiosamente ao imperialismo britânico do século XIX.   

Nesse sentido, em que medida essa sociabilidade colonizadora, inerentemente hierárquica e moralmente pragmática, coloniza o espírito de Lelouch Lamperouge? Se a solução revolucionária for inerentemente hierárquica e moralmente pragmática? Em termos marxistas, Lelouch é o coração de um mundo sem coração, o suspiro da criatura oprimida, e não o ópio do povo, mas a voz do povo.  

Suplementarmente, os nós entre Lelouch, Suzaku e o receptáculo de Geass, que é uma performatividade hitlerista — mas, com Lelouch, é revolucionária, dialeticamente, pois o imperialismo da Britânia é, antes de tudo, linguístico: de nomeação sobre nomeação.

Por fim, a tecnologia militar como um instrumento imperialista e, retrospectivamente, como uma metáfora das cicatrizes nipônicas.    

A dicotomia enxadrística

De fato, Suzaku é o cavaleiro branco e Lelouch , o cavaleiro negro, em uma dicotomia enxadrística. Contudo, essa dicotomia implica um par...