Se olharmos demais para o abismo, o abismo nos olha de volta.
No primeiro episódio de Code Geass: Lelouch of the Rebellion, o abismo se revela uma sociabilidade colonizadora — uma discriminação violentíssima entre os colonos e os colonizados, que se assemelha copiosamente ao imperialismo britânico do século XIX.
Nesse sentido, em que medida essa sociabilidade colonizadora, inerentemente hierárquica e moralmente pragmática, coloniza o espírito de Lelouch Lamperouge? Se a solução revolucionária for inerentemente hierárquica e moralmente pragmática? Em termos marxistas, Lelouch é o coração de um mundo sem coração, o suspiro da criatura oprimida, e não o ópio do povo, mas a voz do povo.
Suplementarmente, os nós entre Lelouch, Suzaku e o receptáculo de Geass, que é uma performatividade hitlerista — mas, com Lelouch, é revolucionária, dialeticamente, pois o imperialismo da Britânia é, antes de tudo, linguístico: de nomeação sobre nomeação.
Por fim, a tecnologia
militar como um instrumento imperialista e, retrospectivamente, como uma
metáfora das cicatrizes nipônicas.
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